Boletim Periódico – Ano 5 (2016) – N. 2 Tema Trabalho: Crise e mercado de trabalho no Maranhão x Brasil: o que apontam os últimos dados do CAGED e da PNAD-Contínua?
ISSN 2357-8882
EDITORIAL
O GAEPP tem o prazer de publicar mais esta edição do Boletim do Observatório Social e do Trabalho, tendo o Trabalho como eixo temático de interesse. O conteúdo deste número compreende, na sessão “Em foco”, uma análise acerca dos rebatimentos do aprofundamento da atual crise política e econômica vivenciada pela sociedade brasileira sobre o mercado de trabalho no Maranhão em comparação com o conjunto do Brasil, tomando como referência os últimos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD-Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na sessão “Atualidades”, apresenta-se uma entrevista, realizada por esta editora com o professor do Departamento de Economia da UFMA, Felipe Macedo de Holanda, Doutorando em Políticas Públicas pela UFMA e atualmente Presidente do Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (IMESC). Tal entrevista contempla a opinião do entrevistado em relação à atual crise política e econômica brasileira e suas repercussões sobre o mercado de trabalho maranhense e brasileiro, bem como as principais oportunidades e desafios vislumbrados para a melhoria do desempenho do Estado do Maranhão em termos da sua capacidade de geração de emprego e renda. Na sessão “Eventos”, chama-se a atenção para o “XXI Encontro Nacional de Economia Política: a economia política da recessão” a ser promovido pela Sociedade Brasileira de Economia Política (SEP), no período de 31/05 a 03/06 na Universidade Federal do ABC-SP. Por último, a sessão “Informe Bibliográfico” confere um destaque especial ao livro intitulado “A legalização da classe operária”, do autor francês Bernard Edelman, recém publicado em português pela Editora Boitempo.
Valéria Ferreira Santos de Almada Lima
Editora Adjunta
ATUALIDADE ENTREVISTA REALIZADA COM FELIPE MACEDO DE HOLANDA[1]: Crise e mercado de trabalho no Maranhão x Brasil Entrevista realizada pela Profa. Dra. Valéria Ferreira Santos de Almada Lima[2] com o Presidente do Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (IMESC), o Prof. Felipe Macedo de Holanda. Valéria Ferreira Santos de Almada Lima – Qual a sua opinião sobre a atual conjuntura política e econômica brasileira e sua relação com a deterioração dos principais indicadores do mercado de trabalho no Brasil e no Maranhão? [1] Economista, Doutorando em Políticas Públicas, Professor do Departamento de Economia da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e atual Presidente do IMESC. [2] Economista, Doutora em Políticas Públicas, Professora do Departamento de Economia e do Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas da UFMA. | EM FOCO CRISE E MERCADO DE TRABALHO NO MARANHÃO X BRASIL: o que apontam os últimos dados do CAGED e da PNAD-Contínua? Esta edição do Boletim do Observatório Social e do Trabalho objetiva dar continuidade à discussão sobre a evolução mais recente dos principais indicadores do mercado de trabalho diante da atual crise política e econômica brasileira, com destaque à geração de empregos formais, à taxa de desocupação e ao rendimento médio mensal, tomando-se como referência os últimos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD-Contínua). |
EVENTO XXI ENCONTRO NACIONAL DE ECONOMIA POLÍTICA: a economia política da recessão A Sociedade Brasileira de Economia Política (SEP) promoverá, no período de 31/05 a 03/06/2016, na Universidade Federal do ABC, SP, Campus São Bernardo do Campo, o XXI Encontro Nacional de Economia Política (XXI ENEP). O tema deste ano, “A Economia Política da Recessão” mostra-se muito pertinente e relevante face a atual conjuntura de crise econômica e política vivenciada pela sociedade brasileira, visto que o tema proposto será abordado por diferentes perspectivas cobrindo os tópicos do ajuste fiscal, dos direitos sociais, da infraestrutura brasileira, da integração Latino-americana, das perspectivas econômicas e políticas, dentre outros. Link: http://www.sep.org.br/ | INFORME BIBLIOGRÁFICO A legalização da classe operária Editora Boitempo / 2016 (Bernard Edelman)
“Nesta obra, Edelman faz um verdadeiro acerto de contas com os dois pilares de sua formação: o pensamento crítico de esquerda e o universo jurídico. A partir da perspectiva histórico-materialista, o jurista empreende uma crítica ferrenha ao discurso e aos mecanismos do direito. Uma análise extemporânea de como o ímpeto revolucionário da classe trabalhadora aprisionou-se na armadilha da legalização. Regulamentação da jornada de trabalho, férias remuneradas, reforma da dispensa, direito de greve, reconhecimento da organização sindical. E se todas essas históricas conquistas trabalhistas no âmbito jurídico representassem na verdade momentos fundamentais da captura política da classe trabalhadora? É essa tese avessa ao lugar comum que o jurista e filósofo francês Bernard Edelman defende em sua mais polêmica e original obra, A legalização da classe operária. Escrito em 1978, o livro permanece bastante atual ao tratar dos reflexos, na situação da classe trabalhadora, de leis que supostamente teriam como finalidade a garantia de seus direitos. A partir da análise de experiências concretas da jurisprudência francesa em relação às reivindicações dos trabalhadores, Edelman coloca a legalização da classe operária como um dispositivo de domesticação da luta de classes. Exemplo primordial desse enquadramento, dessa política de contenção das massas, ministrada também por partidos e sindicatos, é a greve, que se transforma em direito de greve. Segundo Edelman, ‘a greve é operária, o direito de greve é burguês’. No início, toda greve era um delito, depois ela passa a ser um direito, mas não conta com a generosidade da classe dominante. A ideologia jurídica, portanto, aparece como elemento indispensável à ideologia burguesa. Por meio do materialismo histórico-dialético, a obra desconstrói vários mitos relacionados à suposta proteção dos trabalhadores promovida no plano jurídico. Sob a máscara do amparo legal, Edelman descortina na ideologia jurídica uma tentativa –bem-sucedida – de negar às massas qualquer palavra e qualquer existência fora da legalidade. Escrito de maneira clara e acessível, avesso ao hermetismo do linguajar jurídico e recheado de ironias afiadas, o livro demonstra, ponto a ponto, o papel ideológico do direito moderno no esfacelamento de solidariedades de classe e na despolitização da luta trabalhista, além de dar profundidade filosófica e política ao problema da representação. ‘Onde ‘existe’ a classe operária, senão no sistema sindical que a ‘representa’ profissionalmente, senão no sistema de partidos, que a ‘representa’ politicamente? Onde ela fala, senão pela voz de seus representantes ‘autorizados’, nas instâncias autorizadas, num espaço autorizado?’, questiona o jurista. Traduzido e revisado por uma equipe de juristas da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, A legalização da classe operária chega aos leitores brasileiros acrescido de um prefácio inédito, escrito especialmente para a edição da Boitempo, em que o autor sublinha a atualidade do livro. Uma obra fundamental não apenas para os estudiosos de direito moderno, mas para todos aqueles interessados em pensar os desafios e os impasses de uma perspectiva verdadeiramente revolucionária hoje.” (Portal da Editora Boitempo). |
EXPEDIENTE
Editora Geral: Profa. Dra. Maria Ozanira da Silva e Silva
Editora Adjunta: Boletim Ano 05 – Nº 02,
Profa. Dra. Valéria Ferreira Santos de Almada Lima
Projeto Gráfico e Diagramação Juliano Alves
Publicação Bimensal
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