Boletim Periódico – Ano 1 (2012) – Nº 1 Tema Trabalho : EVOLUÇÃO DO MERCADO DE TRABALHO NO MARANHÃO: 2002 a 2011
ISSN 2357-8882
EDITORIAL
O GAEPP tem o prazer de apresentar o primeiro número do Boletim do Observatório Social e do Trabalho, trazendo a tona, na sua sessão “Em Foco”, a sistematização e análise de dados secundários sobre a dinâmica do mercado de trabalho maranhense, em comparação com o conjunto do Brasil, no período de 2002 a 2011. Na sessão “Atualidades” apresenta uma entrevista com Marcio Pochmann, professor do Instituto de Economia da UNICAMP e pesquisador do CESIT. Com esta entrevista pretende-se fomentar o atual e controvertido debate sobre a emergência de uma nova classe média no Brasil a partir das transformações recentes ocorridas decorrentes da retomada do crescimento econômico no país. O Boletim ainda contém uma sessão sobre Eventos, cujo destaque é a VI Jornada Internacional de Políticas Públicas e outra de Informe Bibliográfico, enfocando o Panorama Social da América Latina 2012, publicação da CEPAL que contextualiza a pobreza nesse Continente.
Profa. Dra. Valéria Ferreira Santos de Almada Lima
Editora Adjunta
ATUALIDADE ENTREVISTA COM MÁRCIO POCHMANN – problematizando a economia e a situação social no Brasil[1] Em rápida entrevista, o economista Marcio Pochmann, professor do Instituto de Economia da Unicamp, pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit-IE/UNICAMP), ex-presidente do IPEA e, atualmente, presidente da Fundação Perseu Abramo, fala sobre a importância do crescimento econômico recente para a geração de emprego, redução da pobreza e elevação das condições de vida da população trabalhadora. Amilton Moretto: O crescimento econômico, observado desde 2004, levou ao crescimento do emprego formal incorporando parcela significativa da classe trabalhadora que estava no segmento informal. Em que medida esse crescimento foi importante para a redução da pobreza e da desigualdade social? Márcio Pochmann: O crescimento econômico constituiu a variável fundamental para o enfrentamento da pobreza, sobretudo aquela que se manifesta no meio urbano. Ainda que fundamental, o crescimento econômico, por si só, não se apresenta suficiente. Por um lado, porque não se trata de qualquer expansão das forças produtivas que amplia rápida e amplamente o nível de emprego da mão de obra. No caso de um país com características importantes de subdesenvolvimento como o Brasil, o crescimento irradiador de empregos, sobretudo, para os trabalhadores da base da pirâmide social, como na construção civil, serviços básicos, entre outros, é o mais importante nesta etapa. E foi isso que ocorreu no país, que somente na primeira década do século 21, gerou quase 22 milhões de ocupações, sendo a maioria de até 2 salários mínimos e com carteira assinada. Além disso, cabe mencionar o papel das políticas públicas, como o salário mínimo e o aumento do seu poder de compra, aliado aos programas de transferência direta de renda aos segmentos pauperizados. Destaca-se ainda demais políticas de redução do custo de vida, como os programas de habitação popular, popularização do crédito, entre outras. [1] Entrevista do Prof. Dr. Amilton José Moretto (SESIT/UNICAMP) | EM FOCO EVOLUÇÃO DO MERCADO DE TRABALHO NO MARANHÃO: 2002 a 2011 O texto “em foco” deste número do Boletim do Observatório Social e do Trabalho aborda a dinâmica do mercado de trabalho maranhense, em comparação com o conjunto do Brasil, no período de 2002 a 2011, tomando como referência os dados das PNADs, com destaque aos seguintes indicadores: taxas de atividade e de desocupação, distribuição das ocupações por grupamentos de atividades e posição na ocupação |
EVENTO O Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas da Universidade Federal do Maranhão realizará, em São Luís/MA, no período de 20 a 23 de agosto de 2013 a VI JORNADA INTERNACIONAL DE POLÍTICAS PÚBLICAS, com o tema: O Desenvolvimento da Crise Capitalista e a Atualização das Lutas Contra a Exploração, a Dominação e a Humilhação | INFORME BIBLIOGRÁFICO CEPAL PUBLICA PANORAMA SOCIAL DA AMERICA LATINA 2012 A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) lançou, em 27 de novembro de 2012, o seu Relatório Panorama Social da América Latina 2012. No relatório é indicado que o número de pessoas pobres na América Latina diminuiu de 176 milhões, em 2010 para 168 milhões em 2011. Esse dado representa 29,4% do total da população da Região. O Informe também divulga que, de 2010 a 2011, sete países tiveram quedas significativas nas taxas de pobreza: Argentina (de 8,6% para 5,7%), Brasil (de 24,9% para 20,9%), Colômbia (de 37,3% para 34,2%), Equador (de 37,1% para 32,4%), Paraguai (de 54,8% para 49,6%), Peru (de 31,3% para 27,8%) e Uruguai (de 8,6% para 6,7%). Todavia, destaca o aumento da pobreza em Costa Rica (18,8% em 2011), República Dominicana (42,2%) e Venezuela (29,5%). Destaca também a evolução da pobreza e seus determinantes na América Latina; a distribuição de renda e as tendências do gasto social da região, bem como aborda ainda a dinâmica do emprego remunerado em atividades de cuidado nos países latino-americanos; os gastos dos domicílios em relação a este tipo de trabalho e apresenta critérios normativos para a formulação de políticas públicas nessa área. |
EXPEDIENTE
Editora Geral: Profa. Dra. Maria Ozanira da Silva e Silva
Editora Adjunta: Boletim Ano 01 – Nº 01,
Profa. Dra. Valéria Ferreira Santos de Almada Lima
Projeto Gráfico e Diagramação Juliano Alves
Publicação Bimensal
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