Boletim Ano 12(2023) – Nº 04– Eixo Trabalho: : DESIGUALDADE DE GÊNERO NO MERCADO DE TRABALHO MARANHENSE: uma análise da última década (2013-2023)

EDITORIAL

Esta edição do Boletim do Observatório Social e do Trabalho, centrada no eixo temático Trabalho, tem como tema de discussão as desigualdades de gênero e étnico-raciais no mercado de trabalho, com destaque às especificidades do estado do Maranhão. Assim sendo, na sessão “Em Foco”, desenvolve uma análise da evolução da desigualdade de gênero na última década, compreendida entre 2013 e 2023, sob a perspectiva do mercado de trabalho, com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) e da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS). A análise tem como foco a posição da mulher no mercado de trabalho, destacando as três principais formas de desigualdade de gênero: a segregação ocupacional, a concentração em empregos em regime parcial e a disparidade salarial. A sessão “Atualidades”, amplia o leque da discussão ao abordar a transversalidade entre os recortes de gênero e étnico-raciais na determinação das desigualdades no mercado de trabalho, mediante uma entrevista realizada por esta editora com a Professora Silvane Magali Vale Nascimento, Doutora em Políticas Públicas pela Universidade Federal do Maranhão e Professora do Departamento de Serviço Social da mesma Universidade. A sessão “Informe Bibliográfico” chama a atenção para o livro Trabalho em Transe: raízes e efeitos políticos das mudanças no mundo do trabalho no Brasil, organizado por Adalberto CardosoFabiano Santos e Ericson Crivelli e publicado pela Editora Contracorrente. Finalmente, a sessão “Eventos” traz informações sobre a XI Jornada Internacional de Políticas Públicas a ser promovida pelo Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas da Universidade Federal do Maranhão, na modalidade presencial, no período de 19 a 22 de setembro de 2023, em São Luís-MA, Brasil.

 

Boa leitura!

 

Valéria Ferreira Santos de Almada Lima

Editora Adjunta

 

ATUALIDADE

DESIGUALDADES DE GÊNERO E ÉTNICOS-RACIAIS NO MERCADO DE TRABALHO

Entrevista com a Profª. Drª Silvane Magali Vale Nascimento[1] realizada pela Profª. Drª Valéria Ferreira Santos De Almada Lima[2]

 

  • De acordo com os dados da PNADc, no primeiro trimestre de 2023, as mulheres representavam 42,8% do total de ocupados no Brasil. Por sua vez, a taxa de desocupação das mulheres era de 10,8%, superando a taxa de desocupação dos homens, que era de 7,2%. Seguindo a mesma tendência, no Maranhão, a participação das mulheres na ocupação alcançava 41,1%, enquanto a taxa de desocupação feminina era de 10,9%, sendo 1,7 ponto percentual superior à taxa de desocupação masculina. Segundo a mesma pesquisa, a taxa de desocupação das mulheres era maior que a dos homens em todos os estados da federação. Como a senhora avalia essa menor participação feminina no mercado de trabalho em pleno século XXI, após a intensificação das lutas e conquistas dos movimentos de mulheres e feministas em prol da igualdade de gênero?

[1] Assistente Social; Doutora em Políticas Públicas – UFMA; Professora do Departamento de Serviço Social da UFMA; Pesquisadora do Grupo de Pesquisa e Extensão sobre Relações de Gênero, Étnicos-Raciais, Mulheres e Feminismo – GERAMUS vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas; Pesquisadora e Militante dos Movimentos Sociais.

[2] Economista; Doutora em Políticas Públicas pela Universidade Federal do Maranhão – UFMA; Professora do Departamento de Economia, do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Socioeconômico e do Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas da UFMA; Pesquisadora do Grupo de Avaliação e Estudo da Pobreza e de Políticas Direcionadas à Pobreza – GAEPP vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas; Coordenadora do Eixo Temático do Trabalho do Observatório Social e do Trabalho; Pesquisadora do CNPq, Nível II.


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EM FOCO

DESIGUALDADE DE GÊNERO NO MERCADO DE TRABALHO MARANHENSE: uma análise da última década (2013-2023)

 

Nesta edição do Boletim Periódico do Observatório Social e do Trabalho, desenvolve-se uma análise da evolução da desigualdade de gênero pela perspectiva do mercado de trabalho, com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), disponibilizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Além disso, para explorar a temática sob a ótica do emprego formal, utilizou-se a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS).


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EVENTO

IV FÓRUM REGIONAL – Diálogos sobre trabalho escravo contemporâneo e tráfico de pessoas

Trata-se de uma iniciativa da Clínica de Enfrentamento do Trabalho Escravo Contemporâneo e Tráfico de Pessoas (CETE) da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Uberlândia (FADIR/UFU), do Grupo de Estudos e Pesquisa em Trabalho Escravo Análogo à Escravidão (GEPTAE) e do Programa Multidisciplinar Permanente “Mais Humanos” composto por pesquisadores e representantes de diversas Universidades brasileiras. O evento será realizado no Campus Santa Mônica da UFU, no dia 21 de março de 2024 e tem como objetivo promover o estudo e a pesquisa do trabalho escravo contemporâneo e do tráfico de pessoas, a partir de suas diversas vertentes.

INFORME BIBLIOGRÁFICO

A Editora Contracorrente acaba de publicar o livro TRABALHO EM TRANSE: RAÍZES E EFEITOS POLÍTICOS DAS MUDANÇAS NO MUNDO DO TRABALHO NO BRASIL, organizado por Adalberto CardosoFabiano Santos e Ericson Crivelli.

A obra reúne alguns dos maiores especialistas no campo do trabalho e oferece uma análise perspicaz das complexas questões que envolvem as transformações no cenário laboral. Nos tempos atuais, o avanço tecnológico e as mudanças nas formas de produção e organização dos serviços estão reconfigurando profundamente o mundo do trabalho. No entanto, as representações tradicionais dos trabalhadores muitas vezes não conseguem acompanhar esse ritmo vertiginoso de mudança, resultando em desafios para a solidariedade e a coesão entre os trabalhadores. O livro questiona se as estruturas associativas que historicamente sustentaram a luta política dos trabalhadores estão sofrendo um declínio gradual e preocupante, e se a sociedade compreende plenamente a gravidade dessa transformação.

Os dez capítulos do livro exploram de maneira abrangente e profunda os diversos aspectos desse processo de transformação. Cada capítulo é uma contribuição valiosa para a compreensão das raízes e dos efeitos políticos das mudanças no mundo do trabalho. Com um olhar crítico e fundamentado, os autores apresentam diagnósticos que proporcionam reflexões cruciais para enfrentar os desafios da organização capitalista contemporânea.

EXPEDIENTE
Editora Geral: Profa. Dra. Maria Ozanira da Silva e Silva
Editora Adjunta: Boletim Ano 12 – Nº 04,
Profa. Dra.Valéria Ferreira Santos de Almada Lima

Projeto Gráfico e Diagramação Juliano Alves
Publicação Bimensal
Os textos publicados são de responsabilidade dos autores.

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