| Título: | COMUNIDADES QUILOMBOLAS, ETNOPOBREZA E ASSISTÊNCIA SOCIAL: ressignificações do “ser pobre” em Ariquipá – MA |
| Autor(es): | JOSIANE CRISTINA CARDOSO DA SILVA |
| Palavras-chave: | Comunidades quilombolas. Assistência Social. Pobreza. Etnopobreza. Ariquipá-MA. |
| Ano: | 2014 |
| Resumo: | No presente trabalho analiso a questão de que embora as comunidades quilombolas tenham adentrado o campo dos “direitos formais” a partir da Constituição Federal de 1988, elas são inseridas no plano dos “direitos sociais” somente a partir dos anos 2000. E, que nesse ínterim, tais comunidades passam a integrar o público-alvo de políticas e programas sociais destinados aos “pobres”, “miseráveis” e aos em situação de “risco e vulnerabilidade social”. Diante dessa classificação, construída pelas políticas sociais e principalmente pela Política de Assistência Social, sobre as comunidades quilombolas, indago acerca de quais concepções e significados a dita “pobreza” adquire para tais comunidades; quais critérios são acionados pelas mesmas para classificar um agente social como “pobre”; e, por outro lado, quais estratégias as comunidades quilombolas utilizam, nas intermediações com a Política de Assistência Social, para se inserirem nas ações destinadas aos reconhecidamente “pobres”. Para a análise dessas questões, desenvolvo o conceito de “etnopobreza”, como sendo as concepções sobre a “pobreza/riqueza” construídas por determinado grupo étnico e suas dinâmicas de acionamento/ocultamento de uma classificação como “pobre” nas intermediações com o poder público. Para tanto, utilizo como campo empírico desta investigação a comunidade quilombola Ariquipá, localizada em Bequimão – MA, sendo que suas relações com a Política de Assistência Social fundamentam a questão da “etnopobreza” aqui proposta. E ainda, utilizei como aporte teórico-metodológico a sociologia reflexiva de Pierre Bourdieu (2010) e como metodologia para coleta das informações, a história oral e a observação direta. Os conceitos de “pobreza” como representação (Araújo, 2001) bem como de colonialidade do saber e do poder (Escobar, 2007; Quijano, 2005; Lander, 2005) também são utilizados para análise. Em última instância, teço aqui algumas reflexões sobre as contradições entre igualdade e diversidade no âmbito dos “direitos sociais” garantidos pelo Estado moderno. |
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