| Título: | JOVEM E QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL: PROGRAMAS E TRAJETÓRIAS DE JOVENS EM BUSCA DO PRIMEIRO EMPREGO EM MATO GROSSO |
| Autor(es): | ERIVÃ GARCIA VELASCO |
| Palavras-chave: | Qualificação Profissional; Juventude; Ideologização; Trabalho.
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| Ano: | 2007 |
| Resumo: | Estudo da qualificação profissional de jovens na sociedade brasileira a partir de programas voltados especificamente ao intuito de prepará-los para a entrada no mercado de trabalho, percebidos no bojo de um fenômeno maior ideologizado e ideologizador. O cenário sobre o qual se eleva assinala como as juventudes passaram a ser, em face do desemprego, elevadas à categoria de público preferencial de ações públicas colocando em xeque uma trajetória típica de um período em que família-escola-trabalho podiam apreendidos nessa linearidade histórica, garantidora, portanto, de uma sociabilidade regular e regulada. Uma vez mudadas as bases sobre as quais se assentam as novas configurações do mundo do trabalho dissemina-se que o trabalho não é mais o mesmo, daí exigir outro tipo de trabalhador, um outro tipo de saber capaz de melhor responder a esse momento de mudanças, derivando um senso comum conservador e mistificador em torno da necessidade de qualificação profissional. É a isto que se denomina ideologização da qualificação profissional, objeto central de desenvolvimento deste estudo apreendido a partir de programas estatais públicos desenvolvidos em Mato Grosso, especificamente o Serviço Civil Voluntário e o Agente Jovem de Desenvolvimento Social e Humano. Um olhar que se revela mediado, ao mesmo tempo em que iluminado pelas trajetórias juvenis em busca de emprego. Conclui-se que os programas consubstanciados em conceitos como competência, empregabilidade, protagonismo juvenil, dentre outras noções, revelam suas próprias ambigüidades e paradoxos, descortinando a tendência a um processo de individualização e de psicologização da própria questão social, correndo inclusive o risco de justificar pela incompetência individual o estar fora do mundo do trabalho, fazendo os programas consistir em uma precária forma de inclusão. As narrativas juvenis permitiram, por fim, evidenciar o fosso social brasileiro, em que as diferenças de recursos familiares adquiridos ao longo da vida, associadas à ausência e/ou fragilidade dos suportes sociais, possibilita construir um esquema explicativo das vulnerabilidades que marcam as possibilidades de inserção dos jovens pobres no mercado de trabalho. |
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